Grêmio Estudantil Lélia Gonzales - CLG
Processo Eleitoral
REVOGAÇÃO DO CARGO DE PRESIDENTE DO GRÊMIO ESTUDANTIL
SUBSTITUIÇÃO NA DIREÇÃO DE ESPORTES DO GRÊMIO ESTUDANTIL
SUBSTITUIÇÃO DA TESOUREIRA DO GRÊMIO ESTUDANTIL
Regimento Eleitoral 2023![]()
Calendário Eleitoral 2023
Chapa Rita Lee Vence Eleições do Grêmio de 2024 com 90% dos Votos
Últimas notícias do Grêmio.
Chapa Rita Lee Vence Eleições do Grêmio de 2024 com 90% dos Votos.
Grêmio Estudantil do IFSP – Campus Itaquaquecetuba: Assume a chapa "CAROLINA MARIA DE JESUS - CMJ". 
Eventos e atividades.
Dia 06 de fevereiro de 2023 o Grêmio Estudantil Livre Carolina Maria de Jesus esteve junto com a Gestão Escolar no primeiro dia de recepção dos novos alunos. A atividade visou apresentar o campus e tirar as principais dúvidas dos novos estudantes.

Movimento Passe Livre Itaquá junto com os gremistas do IFSP; Atividade no Campus no dia 08/12/22 confeccionando cartazes para as movimentações de luta!

Documentação
Atas das reuniões do grêmio de 05/07/22 à 26/10/22.![]()
Portaria Nº 101/2022 Reconhecimento da diretoria do Grêmio pela Direção do campus ![]()
Logomarca do Grêmio Estudantil "Carolina Maria de Jesus - CMJ" ![]()
Diretoria
- Presidente: Rafaela Rosa, 2º A mecânica integrado
- Vice-Presidente: Beatriz Figueredo, 3º ano mecatrônica integrado
- Secretário: Abraão Macena, 3º B mecânica integrado
- Tesoureiro: Natiele Santos, 3º A mecânica integrado
- Diretora de Assuntos Externos: Luna D´arc, 2º B mecânica integrado
- Diretora de Esportes: Mayara Cardoso, 2° A m ecânica
- Diretora de Assuntos LGBTQIA+: Kaua de Castro, 2º B mecânica integrado
- Diretor de Comunicação: Sophia Letícia, 2º A mecânica integrado
- Diretor de Cultura: Flander Lucas, 2º B mecânica integrado
- Diretora de Mulheres: Geovana Vaz, 3º A mecânica integrado
- Diretora de Negritude: Sara Santos, 3º B mecatrônica integrado
Quem foi "Quem foi Lélia Gonzalez?"
Uma das maiores pensadoras do Brasil
Lélia Gonzalez (1935-1994) foi uma filósofa, antropóloga, professora, escritora e ativista do movimento negro brasileiro, reconhecida como uma das principais intelectuais do país. Sua importância é tamanho que a ativista norte-americana Angela Davis declarou: "Eu acho que aprendo mais com Lélia Gonzalez do que vocês poderiam aprender comigo".
Infância e formação
Nascida Lélia de Almeida em 1º de fevereiro de 1935 em Belo Horizonte, era filha de um ferroviário negro e de uma trabalhadora doméstica de origem indígena, sendo a penúltima de 17 irmãos. Aos oito anos, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde seu irmão mais velho, Jaime de Almeida, jogava futebol no Flamengo.
Ainda criança, precisou trabalhar como babá para ajudar a família. Apesar das dificuldades, conseguiu se formar em História e Geografia, além de tornar-se bacharel em Filosofia, estudando na Universidade do Estado da Guanabara (atual UERJ). Posteriormente, realizou mestrado em Comunicação Social e doutorado em Antropologia, tornando-se professora e pesquisadora na PUC-Rio, onde atuou entre 1978 e 1994.
O despertar para a militância
O momento que a fez despertar para a luta antirracista ocorreu em 1964, quando se casou com o filósofo Luiz Carlos Gonzalez, de família espanhola e branca. Os sogros não aceitavam o casamento pelo fato de Lélia ser negra, chegando a xingá-la de "negra suja". Foi a primeira vez que ela diz ter tido consciência plena do preconceito racial. O marido, pressionado pela família, cometeu suicídio um ano depois. Lélia manteve o sobrenome Gonzalez em sua homenagem.
Essa experiência a "enegreceu", como ela mesma dizia, parafraseando Simone de Beauvoir: "a gente nasce preta, mulata, parda, marrom, roxinha dentre outras, mas tornar-se negra é uma conquista".
Atuação política e legado intelectual
Nos anos 1970, Lélia mergulhou na militância, sendo uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado (MNU) em 1978 e do Instituto de Pesquisa das Culturas Negras (IPCN). Por sua atuação, foi fichada como "subversiva" pelo DOPS durante a ditadura militar.
Lélia foi pioneira ao trazer o debate sobre racismo para as universidades brasileiras e ao articular, de forma inovadora, as opressões de raça, gênero e classe - o que hoje se chama interseccionalidade.
Entre seus conceitos originais, destacam-se:
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"Pretuguês": crítica à imposição da norma linguística europeia, valorizando as falas e expressões culturais negras
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"AmeFricanidade": termo que propõe para refletir sobre a experiência comum dos negros nas Américas, com raízes africanas, em vez da designação "América Latina"
Feminismo negro
Lélia enfrentou críticas tanto do movimento negro (que, segundo ela, reproduzia práticas sexistas) quanto do feminismo hegemônico (que, segundo ela, não problematizava como a emancipação de mulheres brancas se deu à custa da exploração de mulheres negras). Foi uma das criadoras do Coletivo de Mulheres Negras N'Zinga, no Rio de Janeiro.
Morte e legado
Lélia Gonzalez faleceu em 10 de julho de 1994, aos 59 anos, vítima de infarto. Apenas dois meses antes, havia sido eleita chefe do Departamento de Sociologia e Política da PUC-Rio - um cargo inédito para uma mulher negra.
Em 2015, a Casa da ONU no Brasil foi batizada com seu nome. Seu pensamento vem sendo redescoberto e valorizado, consolidando-a como uma das grandes intérpretes do Brasil e referência fundamental para os estudos sobre racismo, feminismo negro e cultura afro-brasileira.
