Histórico
O
Histórico do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) e Expansão da Rede Federal
O decreto presidencial nº 7.566, de 23 de setembro de 1909, institucionalizou o ensino profissional no Brasil. Em 1910, surgiu a Escola de Aprendizes Artífices de São Paulo, assemelhando-se a das criadas em outras capitais de Estado. Destinava-se inicialmente às camadas mais desfavorecidas, aos “deserdados da fortuna e menores marginalizados”, ministrando o ensino elementar. Em 1937, passou a denominar-se Liceu Industrial de São Paulo, oferecendo ensino equivalente ao de primeiro ciclo.
Em 1942, foi promulgada a Lei orgânica do ensino industrial. A nova orientação visava à preparação profissional dos trabalhadores da indústria, dos transportes, das comunicações e da pesca. O ensino industrial passou a ser composto por 2 ciclos. No primeiro, incluía-se o industrial básico, o artesanal e a aprendizagem. No segundo, o de mestria, o técnico e o pedagógico. O curso de mestria visava a preparação do aluno diretamente para a indústria nos cargos de mestre; o de técnico visava a formação de profissionais para o cargo de supervisão; e o pedagógico, a formação de docentes para o próprio ensino industrial.
Com essa nova forma, instituía-se a Rede Federal de Estabelecimentos de Ensino Industrial, denominados Escolas Técnicas e o Liceu passou a se denominar Escola Técnica de São Paulo. Neste mesmo ano, instalam-se os cursos de nível técnico de mecânica e edificações.
Em 1959, a Lei nº 3.552 reformou o ensino industrial no país. A nova legislação acabou com vários ramos de ensino técnico que havia até então, unificando-os. Por força dessa Lei, a escola passou a denominar-se Escola Técnica Federal de São Paulo.
Em 1971, o acordo Internacional entre o governo brasileiro e o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento preconiza a criação de 6 centros de engenharia de operação, entre eles o de São Paulo. Com esse objetivo, foram iniciadas as obras da nova escola a ser instalada no Bairro do Canindé, próximo ao local onde seriam construídos uma estação de metrô e o terminal rodoviário. A não autorização da instalação do referido centro propiciou a passagem do patrimônio oriundo do acordo MEC/BIRD para a Escola Técnica Federal de São Paulo. Em 1976, procedeu-se a mudança para a nova sede e, em 1978, criaram-se os cursos de eletrônica, telecomunicações e processamento de dados.
Em 1981, instalam-se os cursos complementares de mecânica, eletrotécnica e edificações, destinados à clientela, em grande parte integrada ao mercado de trabalho, mas que necessitava de uma formalização profissional por meio de disciplinas de nível técnico de 2º grau. Estes cursos técnicos têm a duração de 2 anos, prevendo um estágio obrigatório.
Em 1987, foi implantada a primeira Unidade de Ensino Descentralizada (UNED) no Município de Cubatão e, em 1996, ocorreu o início do funcionamento da UNED Sertãozinho. Em 1999, a Escola Técnica Federal de São Paulo foi transformada em Centro Federal de Educação Tecnológica de São Paulo (CEFET-SP), conforme Decreto de 18 de janeiro de 1999.
Na década de 1990, houve mudanças profundas na legislação educacional que regulamenta o Ensino Profissionalizante com objetivos de reduzir os gastos públicos. Contudo, já na primeira década do século XXI, medidas políticas foram adotadas visando ao retorno do investimento público nas instituições de ensino federais. Em 1994, a retomada da expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica ocorreu em 3 fases, conforme as informações publicadas no site (http://portal.mec.gov.br/setec-programas-e-acoes/expansao-da-rede-federal):
· Plano de Expansão – Fase I: Iniciou-se a construção de escolas em unidades da federação ainda desprovidas destas instituições, como Acre, Amapá, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, além da instalação de instituições federais de educação profissional nas periferias de grandes centros urbanos e municípios do interior.
· Plano de Expansão – Fase II: Em sua segunda fase, iniciada em 2007, a Setec/MEC estabelece como meta a criação, em quatro anos, de mais 150 novas instituições federais de educação tecnológica no marco do Plano de Expansão da Rede Federal de Educação Tecnológica. As instituições foram distribuídas nos 26 estados e no Distrito Federal, contemplando 150 municípios diferentes escolhidos pelo próprio MEC e mediante manifestação de interesse por parte das prefeituras municipais.
· Plano de Expansão – Fase III: Sua terceira fase, iniciada em 2011, estabeleceu um projeto de criação de 208 novas unidades até 2014, permanecendo o propósito de superação das desigualdades regionais e na viabilização das condições para acesso a cursos de formação profissional e tecnológica como ferramenta para melhoria de vida da população.
A Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica foi criada pela Lei nº 11.892, no ano de 2008, e é composta por 38 Institutos Federais, dois centros federais de Educação Tecnológica, o Colégio Pedro II e escolas técnicas vinculadas às universidades federais.
O IFSP e a Expansão para Itaquaquecetuba
Com a criação dos Institutos Federais, o CEFET-SP transformou-se no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP). A partir de então, a instituição passou por um forte processo de expansão e interiorização, criando dezenas de novos campi.
Seguindo essa política, o Campus Itaquaquecetuba foi fundado em 2016. Atualmente, o campus oferece as seguintes opções de cursos regulares :
· Cursos Técnicos de Nível Médio:
· Técnico em Mecânica Integrado ao Ensino Médio
· Técnico em Mecatrônica Integrado ao Ensino Médio
· Técnico em Mecânica nas formas Concomitante/Subsequente
· Cursos Superiores:
· Bacharelado em Engenharia Mecânica
· Licenciatura em Letras
· Licenciatura em Matemática
· Cursos de Extensão
Nova Expansão da Rede Federal (2024-2026)
Em 2024, o governo federal lançou uma nova fase de expansão da Rede Federal, com investimentos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). As principais ações incluem:
· Construção de Novos Campi: O investimento é de R$ 2,5 bilhões para a implantação de mais de 100 novos campi em todo o país, com a meta de criar mais de 142 mil novas vagas .
· Consolidação da Rede: Foram destinados R$ 1,4 bilhão para a consolidação da infraestrutura existente, incluindo a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, laboratórios e quadras poliesportivas em campi já em funcionamento .
· Novas Unidades Autorizadas: Em março de 2026, o Ministério da Educação (MEC) autorizou o funcionamento dos primeiros 38 novos campi dessa fase de expansão. No estado de São Paulo, foram autorizadas unidades em 10 municípios: Cotia, Diadema, Guarujá, Mauá, Osasco, Ribeirão Preto, Santos, São Paulo (Cidade Tiradentes), São Paulo (Jardim Ângela) e São Vicente .
· Investimento e Cargos: O governo também anunciou um aumento de 52% no orçamento dos Institutos Federais em comparação a 2022, a criação de mais de 7,6 mil cargos de professores e técnicos, e um repasse de R$ 120 milhões para a alimentação estudantil na Rede Federal .
· Plano Nacional de Educação (PNE) 2026-2036: O novo PNE, sancionado em abril de 2026, estabelece entre suas metas a ampliação do acesso e da permanência na educação profissional e tecnológica, além da garantia de qualidade e adequação da formação às demandas da sociedade e do mundo do trabalho .
No total, as instituições da Rede Federal se subdividem em centenas de unidades. Em 2026, a Rede conta com 686 unidades em todos os estados e no Distrito Federal, ofertando mais de 10 mil cursos a mais de 1,9 milhão de estudantes . Para saber mais, acesse: http://plataformanilopecanha.mec.gov.br/